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arquivo onírico

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Tudo se aquietou, é noite, o mundo vive pra dentro, cegando-se ao sol do sonho.

João Gilberto Noll

5 de out.
1 min de leitura

Desde pequena, sempre tive o mesmo sonho, que antecedia um pesadelo. Eu me via dentro de uma enorme esfera de ferro, parecida com um globo da morte de circo, sempre em terceira pessoa, como se estivesse no topo dela, olhando para mim mesma lá embaixo, sozinha e desnorteada.


Não havia absolutamente nada ao redor: apenas eu, a esfera e um limbo negro, como a imensidão do espaço. Sentia uma mistura de euforia, desespero e muito desconforto, como se quisesse sair dali, mas não conseguisse. A esfera parecia girar, embora eu não sentisse nenhum movimento e continuasse no mesmo lugar. Eu apenas a via rodando enquanto observava a mim mesma lá dentro.


Isso acontecia com muita frequência antes dos meus pesadelos. Nunca soube explicar o motivo, mas, mesmo depois de tantos anos, essa lembrança continua extremamente clara na minha mente.


Anônimo

5 de out.
1 min de leitura

Engraçado, deste sonho só me lembro da tela do celular. Não é como se eu estivesse de fato digitando as mensagens, mas minhas respostas simplesmente surgiam na tela, como se eu estivesse vendo um vídeo. Mas era eu.


Ao compartilhar uma publicação em repúdio a alguém que antes fora um ex-amor de minha amada, minha namorada começou a defendê-lo. O sujeito nem mesmo tinha nome ou aparência. Também não lembro dos argumentos, ou se eram importantes ou não. Não sei se estava bravo com a defesa por parte dela ou se só queria provar meu ponto. Já estava plenamente irritado quando acordei.


Anônimo

5 de out.
1 min de leitura

Na semana passada, tive um sonho que se deu em dois ambientes. No primeiro, ouvia um rugido muito forte de leões se confrontando, porém, no sonho, somente um deles era visto. Parecia que, ao mesmo tempo, eu estava em uma jaula e em outro lugar de que não me lembro muito bem, mas que parecia uma casa.


Depois de presenciar essa cena, mudei de cenário. Estava em um lugar que parecia uma escola. Estava com a mochila, e alguém dizia: “Tem que viajar. Tem que ir”, mas não conseguia saber quem era. A voz parecia feminina.


Acordei, e esse sonho me marcou.


Luciana Tavares Borges

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