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arquivo onírico

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Tudo se aquietou, é noite, o mundo vive pra dentro, cegando-se ao sol do sonho.

João Gilberto Noll

24 de ago.
1 min de leitura

Atualizado: 19 de set.

Sonhei com meu amigo Thadeu, vítima da COVID-19, em 2021. Ele morreu com apenas 28 anos. No sonho, ele estava vivo e a gente se encontrava na estrada, num trânsito. Só me lembro da imagem dele dizendo que precisava ir embora. Ele me abraçou, deixou um casaco comigo e partiu. A partir desse sonho, comecei a elaborar melhor o luto. Quando ele morreu, não houve despedida, nem no cemitério. Seu caixão estava fechado.


Quésia Olanda

24 de ago.
1 min de leitura

Atualizado: 19 de set.

Sonhei que estava trafegando com minha moto por um vale. Eu já havia estado ali outra vez, em um outro sonho, mas era entre a madrugada e o amanhecer, enquanto que, no sonho atual, sonhei estar ali junto ao pôr do sol.


O início do vale lembra um pouco o início da rua que leva até a Cicuta, mas depois ele se torna mais íngreme e curvilíneo. Depois desse trecho inicial, a paisagem vai se tornando muito bonita; ela lembra um pouco o relevo do Sudeste de Minas, onde trabalhei por alguns anos. No sonho, senti que fazia parte da paisagem, e é tudo muito idílico.

As cores do céu eram belas e suaves.


Quando desci com a moto até um trecho do vale, percebi que tinha uma pessoa na garupa, atrás: era minha namorada. Ao olhar a estrada novamente, vi que estava em um trecho alagado, e a água alcançava nossos pés. Passei ali devagar. Depois, continuei a viagem e, às vezes, tinha a sensação de pilotar sozinha; às vezes, de pilotar com ela.


Viviane Veloso Pereira Rodegheri 


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