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arquivo onírico

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Tudo se aquietou, é noite, o mundo vive pra dentro, cegando-se ao sol do sonho.

João Gilberto Noll

22 de out.
1 min de leitura

Sonhei que não conseguia ir votar. Ficava horas na fila, enquanto as pessoas passavam à minha frente e eu não conseguia impedi-las. O tempo passava e o desespero só aumentava. No sonho, cheguei a votar, mas era como se não tivesse votado. Então, votei outra vez. Parecia um ciclo interminável.

Anônimo

22 de out.
2 min de leitura

No dia 18/10/2026, ocorreu uma manifestação em favor da reeleição do presidente Lula, da qual participei, como sempre fiz desde meu ingresso na universidade pública. A manifestação demorou bastante e, por sorte, diferentemente do que costuma ocorrer, o ato foi realizado em um bairro periférico da cidade, ao lado do meu. Cheguei em casa tarde da noite, e o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro já tinha terminado. Por isso, conferi apenas alguns cortes e falas pontuais antes de dormir.


Ao adormecer, lembro-me de estar de volta à manifestação, com a mesma roupa e os mesmos companheiros e companheiras. Tudo ia bem. Até que, em determinado momento da madrugada, acordei levemente com algum barulho no teto e ajeitei meu corpo na cama, com vontade de “retornar” àquele sonho, que estava bom. Até consegui retornar, mas tive um lapso em que surgiu um novo sonho. É esse que gostaria de detalhar.


Não faço parte do sonho. Sou muito mais um espectador, alguém que assiste a uma cena sem poder atuar diante da barbárie do pesadelo que se desenhava diante de mim. Pareço estar em Brasília, reconhecível pela arquitetura e pela paisagem. Estou no interior de um prédio e vejo Flávio com uma faixa presidencial, condecorando Nikolas Ferreira por alguma coisa e, disso me lembro muito bem, comemorando o assassinato do presidente Lula, dizendo que “desta vez conseguimos aquilo que queríamos e o Brasil é nosso”.


Sinto pavor, medo e angústia. Uma taquicardia me atinge violentamente. Acordo com vertigem e uma ansiedade enorme. Ainda demoro alguns segundos para sentir certo alívio ao perceber que não passava de um pesadelo, embora ele tenha revelado a mim mesmo meus temores, minhas angústias e aquilo que definitivamente não quero.


Matheus Mendonça Azevedo Manaus, AM

22 de out.
1 min de leitura

Sonhei que eu conhecia o rapper Emicida e que eu era neta do Lula.

Helena Chagas

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