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arquivo onírico

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Tudo se aquietou, é noite, o mundo vive pra dentro, cegando-se ao sol do sonho.

João Gilberto Noll

14 de out.
1 min de leitura

Eu sonhei que meu namorado e eu estávamos na Líbia, junto com outros turistas, e havia muito tiroteio. Inclusive, um homem que estava conosco dizia: “Se o Bolsonaro estivesse aqui, ele morreria”.

Estávamos de roupa de banho e, por isso, entramos em uma sala onde uma professora distribuía roupas a partir de perguntas como: “Quem aqui parece mais jovem do que é?”. Se todos concordassem, a roupa ficava com a pessoa.

Quando saímos de lá, vi uma fotografia do Kadafi sendo levada pelo exército. Eu dizia ao meu namorado: “Nossa, há muito tiroteio aqui, não é?!”. Mas ele se recusava a concordar e dizia, com um ar de sabedoria: “Se um comunista está na Líbia, tem que gostar da Líbia; se estiver no Cazaquistão, tem que...”.


Anônimo

14 de out.
2 min de leitura

Tenho certa dificuldade para me lembrar dos sonhos, sobretudo porque faço uso de medicamentos durante a noite. Decidi registrar este porque é o segundo, em um intervalo de dois dias, com a mesma temática: em breve, vou realizar a prova para ingresso no mestrado, e os sonhos estão relacionados à ansiedade com esse momento.


No sonho anterior, sonhei com o dia da prova, com o medo de fazer algo errado ou de acontecer algum imprevisto muito ruim.


Não me lembro bem de como o sonho de hoje começou, mas eu estava na sala com os outros participantes, na hora da prova. Lembro-me de ter lido a questão claramente e, surpreendentemente, de que ela fazia sentido. Agora, porém, já não consigo me lembrar do que dizia.


Então, comecei a fazer a prova com uma caneta preta, escrevendo coisas que me vinham à cabeça, como se tivesse muito tempo disponível ou como se fosse uma prova de consulta qualquer. Lembro-me de ter errado muitas palavras. Odeio fazer rasuras nas provas, mas não conseguia parar de errar palavras simples ou de achar minha letra feia.


No sonho, a prova também tinha um número máximo de linhas, como a cartilha do Enem. Era uma folha estranha, meio colorida, com desenhos e poucas linhas. Lembro-me de ter ficado desesperada porque estava chegando ao final das linhas e ainda não havia inserido os autores. Quando olhei para o relógio, já eram quatro horas.


De repente, minha caneta se transformou no meu lápis de Boca Rosa. Isso piorava tudo na hora de escrever, porque ele derretia, deixava a letra grossa e provocava ainda mais rasuras, como se contribuísse para atrasar ainda mais o pouco tempo que eu tinha para concluir meu raciocínio e citar os autores.


Nesse momento, lembro-me de que todos já tinham saído e de que outras pessoas entraram na sala, como se estivessem esperando que eu terminasse para começar a aula (?).

Então, entreguei a prova. É curioso porque, geralmente, os tempos nos meus sonhos se misturam e, quando acordo, tudo fica ainda mais confuso. Só depois de terminar a prova percebi que não havia feito nenhum esqueleto para a resposta ou rascunho. Foi como se, de repente, tudo fizesse sentido: a escrita tinha sido ruim porque eu não havia preparado a resposta!


Entreguei a prova à professora e, no momento em que o fiz, lembrei-me de que não havia colocado o nome dos autores. Mas agora já era tarde. Saí pensando em tudo o que tinha errado e em como aquela tinha sido a pior prova que eu já havia feito.


Anônimo


14 de out.
2 min de leitura

Sonhei que me tornei amigo de Flávio Bolsonaro.


No sonho, nós nos conhecíamos em um evento festivo da faculdade em que leciono. Em determinado momento, ao fugir da multidão e me dirigir à sala dos professores, deparei-me com Flávio, que também estava se escondendo dos demais. Ele começou a conversar comigo sobre comidas favoritas, esportes, lazer, viagens... Assuntos triviais.


Após esse episódio, passou a me procurar esporadicamente para jogarmos cartas e assistirmos a programas de televisão, como reality shows. Em momento algum, porém, mencionava seu duplo: sua versão conhecida por todos, isto é, a figura pública e política, especialmente como candidato à Presidência.


Ele sabia do meu posicionamento político, avesso ao dele. Flávio dizia que não era para levar a sério seus posicionamentos e suas falas em público, pois, para ele, tudo aquilo não passava de um serviço. Era como um ator contratado para desempenhar o papel de alguém cujos comportamentos não correspondiam aos seus comportamentos reais.


Ao mesmo tempo, Flávio também não levava a sério as minhas convicções e inclinações políticas. Para ele, era possível separar a política da vida pessoal, sendo uma bobagem misturar as duas coisas. Trabalho é trabalho. Não importavam, para ele, as consequências de suas ações para a população. Também não parecia se importar com os próprios familiares, preocupando-se apenas em conservar seu poder e sua visibilidade, de modo a manter uma vida financeira de alto padrão.


Não me recordo do desfecho, se é que houve algum, do sonho. No entanto, uma coisa que me chamou particularmente a atenção foi o fato de eu não tê-lo julgado ou criticado em momento algum, tampouco ter interrompido aquela relação. Não porque tivesse sentido empatia ou criado, de fato, algum vínculo com ele. No sonho, parecia que eu também estava atuando, da mesma forma que ele fazia diante do público.Parecia que eu estava motivado pela curiosidade de compreender aquela persona desprezível e excêntrica que se encontrava diante de mim.


Victor Mota

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