A prova
Tenho certa dificuldade para me lembrar dos sonhos, sobretudo porque faço uso de medicamentos durante a noite. Decidi registrar este porque é o segundo, em um intervalo de dois dias, com a mesma temática: em breve, vou realizar a prova para ingresso no mestrado, e os sonhos estão relacionados à ansiedade com esse momento.
No sonho anterior, sonhei com o dia da prova, com o medo de fazer algo errado ou de acontecer algum imprevisto muito ruim.
Não me lembro bem de como o sonho de hoje começou, mas eu estava na sala com os outros participantes, na hora da prova. Lembro-me de ter lido a questão claramente e, surpreendentemente, de que ela fazia sentido. Agora, porém, já não consigo me lembrar do que dizia.
Então, comecei a fazer a prova com uma caneta preta, escrevendo coisas que me vinham à cabeça, como se tivesse muito tempo disponível ou como se fosse uma prova de consulta qualquer. Lembro-me de ter errado muitas palavras. Odeio fazer rasuras nas provas, mas não conseguia parar de errar palavras simples ou de achar minha letra feia.
No sonho, a prova também tinha um número máximo de linhas, como a cartilha do Enem. Era uma folha estranha, meio colorida, com desenhos e poucas linhas. Lembro-me de ter ficado desesperada porque estava chegando ao final das linhas e ainda não havia inserido os autores. Quando olhei para o relógio, já eram quatro horas.
De repente, minha caneta se transformou no meu lápis de Boca Rosa. Isso piorava tudo na hora de escrever, porque ele derretia, deixava a letra grossa e provocava ainda mais rasuras, como se contribuísse para atrasar ainda mais o pouco tempo que eu tinha para concluir meu raciocínio e citar os autores.
Nesse momento, lembro-me de que todos já tinham saído e de que outras pessoas entraram na sala, como se estivessem esperando que eu terminasse para começar a aula (?).
Então, entreguei a prova. É curioso porque, geralmente, os tempos nos meus sonhos se misturam e, quando acordo, tudo fica ainda mais confuso. Só depois de terminar a prova percebi que não havia feito nenhum esqueleto para a resposta ou rascunho. Foi como se, de repente, tudo fizesse sentido: a escrita tinha sido ruim porque eu não havia preparado a resposta!
Entreguei a prova à professora e, no momento em que o fiz, lembrei-me de que não havia colocado o nome dos autores. Mas agora já era tarde. Saí pensando em tudo o que tinha errado e em como aquela tinha sido a pior prova que eu já havia feito.
Anônimo