À espera das vítimas
Atualizado: 20 de set.
No final de março de 2020, sonhei que estava andando no prédio onde fiz graduação em história, e onde à época estava terminando o meu mestrado. Os corredores estavam vazios, e quando entrei em uma das salas de aula, as mesas e cadeiras haviam sido substituídas por camas de hospital. Não tinha ninguém nas camas, a sala estava vazia. Mas é como se o lugar estivesse sendo preparado para algo, para receber as vítimas da Covid. Ainda era o
início da pandemia, não tinha nem três semanas que as atividades da universidade haviam sido suspensas. No entanto, esse sonho me dizia que eu já estava com ansiedade e medo do que o futuro aguardava.
Anônimo