A missão
Eu estava em um restaurante indiano, mas não tinha dinheiro para comprar comida. O motorista da minha van se ofereceu para pagar algo para mim. Quando me sentei para comer, vi E. em uma mesa, no canto do restaurante.
Eu estava usando roupas diferentes das que costumo vestir. Usava muitos lenços, penso que em respeito aos donos do restaurante. E. também estava com uma roupa típica. Ele me perguntou o que eu estava fazendo, e eu disse que estava em uma missão. Foi um sonho bem épico.
De repente, chegou um homem que parecia um mago. Ele pediu para ler minha mão e tentou me beijar, mas não me senti assediada ou violentada. Foi bom. Parecia fazer parte do esoterismo que ele praticava. Depois, ele me levou para fora do restaurante, desenhou alguns símbolos no chão para me proteger e me deu seu lenço.
Quando voltei para o restaurante, perguntei a E. se ele gostaria de me acompanhar naquela missão. Ele disse que não, pois estava velho demais para isso. Eu disse que aquela era uma resposta boba e me despedi. Senti que nós dois ficamos tristes por termos nos separado.
Segui por um corredor que havia dentro do próprio restaurante e cheguei a um lugar que parecia um bunker, um esconderijo para guerrilheiros. Lá, tudo era dividido, e havia brigas com quem não quisesse compartilhar seus itens. Era um lugar muito escuro, e tínhamos que ficar sentados no chão. Havia uma líder, mas não consegui reconhecer quem era.
Nenhum conhecido estava comigo, mas, do lado de fora daquele esconderijo, minhas amigas I., K., B. e A. pareciam estar me cobrando. Elas não queriam que eu estivesse ali. Saí daquela assembleia e fui ao encontro delas. A saída dava para a rua principal do meu bairro, e B. iria cantar em um programa de televisão, por isso elas estavam animadas.
Seguimos em direção à rua da minha casa e encontramos M. F. Ela estava em uma barraca, discursando sobre Bolsonaro.
Helena Chagas